Vida malfazeja! Tenho vontade de esbravejar adjetivos pejorativos a esta traiçoeira. Busco respostas, mas não sei a pergunta. Creio que eu não esteja em meu discernimento normal, meio louca, meio sã, meio sei lá.
Olho ao redor com vista seletiva, enxergo apenas o que o que quero ou o que essa vida, que não passa de um presente de grego, quer que eu veja?!
Tudo possui dois pólos, amor e ódio caminham de mãos dadas. Vitórias e derrotas são amigas inseparáveis. Paz e guerra são aliadas, e assim segue o curso duplo de todo o universo, abstrato ou não, mas o que não me é revelado é o outro lado do anormal.
O “normal” existe?! O que é “normal”?! Nunca saberemos seu verdadeiro significado, pois ate sua natureza não passa de uma constante loucura entorpecente.
Perguntas sem respostas. Busca incessante por uma resposta sem pergunta, pensamentos soltos em minha mente me tiram o sono. Sonhos pesando sobre meus ombros doidos, um pesadelo vivido na realidade.
Essa vida malfazeja possui esta característica meio Bossa Nova, meio Rock’n Roll, um quarto espelhado que nos mostra tudo invertido, como um negativo de uma linda fotografia colorida que nos faz relembrar de bons momentos vividos em outrora, mas por fim esquecemos que sua origem é escura, feia, sem graça, fria, assim como tudo que existe e que por distração não enxergamos além de uma capa de proteção.
(escrito em 03/04/2009 por Vanessa Almeida »»ÅßTZUNÐÅ««®)