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       Como já dizia Cazuza: “Eu ando tão down!!!”, ou melhor dizendo, andava. Não existe aspirina pra dor existencial, mas eu tenho um ótimo remédio que espanta toda a amargura da vida,limpa a alma e nos faz mais leves. Seu efeito é temporário, pode durar algumas horas ou poucos dias, mas ele funciona.

Sei que tu estás curioso, então contarei o meu segredo e direi o nome deste santo remédio: AMIGO®. Pois é, o nome é simples e fácil de ser lembrado. Não aconselho usarem o genérico pois com o tempo provoca efeitos colaterais como decepção, choro constante e enxaqueca. AMIGOS ® original é um remédio sem contra-indicação, a posologia fica por sua conta, pode ser consumido a qualquer hora e local, desde churrascos em um sábado a noite, na praia ou em viagens. Alem do mais, o consumo de bebidas alcoólicas não corta o seu efeito.

Eu indico doses diárias de AMIGOS® e você nunca mais vai se sentirá down como eu me sentia. Caso os sintomas persistirem, reavalie seu modo de pensar e agir porque não foi o remédio que não fez efeito, e sim você que é insensível a ele.

Aspirina pra dor existencial que nada, prefiro AMIGOS®.

 

(escrito em 27/04/2009 por Vanessa Almeida »»ÅßTZUNÐÅ««®)

 

Juntei algumas poucas roupas, alguns trocados no bolso, me reuni com pessoas que aprendi a gostar e parti, rumo a dias inesquecíveis, sem pensar responsavelmente nas conseqüências dos meus atos.

Riscamos certas palavras de nossos vocabulários, entre elas, chuva, faculdade e prova eram proibidas de serem pronunciadas. Tudo que interessava era cachaça, chopadas, piscina e muita pegação.

Esperamos tanto por estes dias, contamos meses, semanas, dias, horas… chegou e passou como um relâmpago. Aproveitamos cada segundo, rimos de tudo e de todos, enchemos a cara, ficamos de ressaca e na hora de voltar pra casa, nossas malas estavam mais pesadas, cheias de lembranças, risos e alegres momentos.

Sete dias da criação do mundo

Sete pecados capitais

Sete maravilhas do mundo

Sete dias da semana

Sete notas musicais

Sete cores do arco-iris

Sete edições, CONECADES 2010.

Coincidência?! Irei conferir pessoalmente. A contagem já começou, faltam 360 dias.

 

(escrito em 15/04/2009 por Vanessa Almeida »»ÅßTZUNÐÅ««®)

Eu gosto de chocolate

Do barulho da chuva no telhado

De ouvir aquela canção que faz doer o coração!

 

Eu gosto de rir com amigos

De doce de figo

Mas não quero ter filhos!

 

Eu gosto de me sentir em paz

De vencer desafios

De mostrar que sou capaz!

 

Eu gosto de abraços

De beijos demorados

Mas não ligo pra sapatos!

 

Eu gosto de adrenalina

De curtir a vida

De ser amiga!

 

Eu gosto de leitura

De um papo com a turma

Mas não gosto de frescura!

 

Eu gosto de viajar

De amar

De admirar o mar!

 

Eu gosto de Bossa Nova

De musica na viola

De pizza com coca cola!

 

Eu gosto do muito

Eu gosto do nada

Eu gosto de ser

Eu gosto de ter

Eu gosto do ontem

Eu gosto do hoje

Mas prefiro aguardar o amanha virar hoje e o hoje virar ontem

Sem medo

Sem rancor

Sem receio!

 

(escrito em 03/04/2009 por Vanessa Almeida »»ÅßTZUNÐÅ««®)

Vida malfazeja! Tenho vontade de esbravejar adjetivos pejorativos a esta traiçoeira. Busco respostas, mas não sei a pergunta. Creio que eu não esteja em meu discernimento normal, meio louca, meio sã, meio sei lá.

Olho ao redor com vista seletiva, enxergo apenas o que o que quero ou o que essa vida, que não passa de um presente de grego, quer que eu veja?!

Tudo possui dois pólos, amor e ódio caminham de mãos dadas. Vitórias e derrotas são amigas inseparáveis. Paz e guerra são aliadas, e assim segue o curso duplo de todo o universo, abstrato ou não, mas o que não me é revelado é o  outro lado do anormal.

O “normal” existe?! O que é “normal”?! Nunca saberemos seu verdadeiro significado, pois ate sua natureza não passa de uma constante loucura entorpecente.

Perguntas sem respostas. Busca incessante por uma resposta sem pergunta, pensamentos soltos em minha mente me tiram o sono. Sonhos pesando sobre meus ombros doidos, um pesadelo vivido na realidade.

Essa vida malfazeja possui esta característica meio Bossa Nova, meio Rock’n Roll, um quarto espelhado que nos mostra tudo invertido, como um negativo de uma linda fotografia colorida que nos faz relembrar de bons momentos vividos em outrora, mas por fim esquecemos que sua origem é escura, feia, sem graça, fria, assim como tudo que existe e que por distração não enxergamos além de uma capa de proteção.

 

(escrito em 03/04/2009 por Vanessa Almeida »»ÅßTZUNÐÅ««®)

Acordei com um sentimento sem nome, coloquei um DVD para assistir e percebi que as musicas muito revelam sobre mim. Como já um tal Junior, chamado Fabio, um cantor: “tem hora que bate uma tristeza tão grande que eu não sei o que fazer e nem pra onde ir, é tanta coisa que eu queria dizer, mas não tem ninguém pra ouvir, então choro!!!”

 “A gente tem um compromisso com a verdade, não dá mais pra ficar brincando de viver, to muito afim da minha verdadeira identidade, bateu em mim uma vontade de me conhecer”. As vezes me assusto, pois meus amigos me conhecem muito a fio, muito mais do que eu mesmo, e graças a eles, me reencontro quando me perco em pensamentos.

“A gente tem um compromisso com a vida, passa o tempo e a gente não desvenda o seu mistério, parece muita ousadia, muita pretensão, mas é meu coração quem pede, estou levando a serio, quero saber de onde venho, quero saber pra onde vou, não posso passar pela vida sem saber quem sou. Quero sentir dentro de mim o universo em ação, quero sentir o amor profundo em meu coração”

Sinto ele preenchido quando estou perto de amigos, pessoas magníficas, os melhores do mundo diga-se de passagem, ora, são meus!!! Por um instante não importa de onde vim e nem pra onde vou, a única coisa relevante é que eles, esses amigos por quem dou a vida, estejam presentes, então sei feliz e o universo conspirará a nosso favor todo o seu poder e beleza.

Uma tal Pinheiro, chamada Leila, uma musa da Bossa Nova, me exemplificou muito bem, se isso for possível, quando suspirou com sua bela e encantadora voz: “Sou um pobre resto de esperança a beira de uma estrada. Carros, caminhos, poeira, estrada, tudo! Tudo se confunde em minha frente, minha sombra me acompanha e vê que estou morrendo lentamente”, mas por meus amigos vou fazendo como canta uma Bastos de nome Vânia: “vai mentindo a tua dor e ao notar que tu sorri, todo mundo vai supor que és feliz”

 

(escrito em 01/04/2009 por Vanessa Almeida »»ÅßTZUNÐÅ««®)

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